
Em 2003, Alicia teve inesperadamente um tumor no hemisfério cerebral esquerdo e, após uma cirurgia, conseguiu eliminar 90% do tumor. Ela tinha 56 anos de idade. O procedimento, no entanto, provocou traumas pós-operatórios que resultaram na paralisia facial esquerda: sorriso assimétrico, dificuldades na fala e perda de sensações, a pálpebra esquerda deixou de funcionar bem, o piscar ficou irregular. O olho esquerdo tinha conjuntivite crônica com inflamação; ceratite e ulceração, pelo uso incorreto de um oclusor; excesso de sensitividade à luz e visão turva. Isso sem contar a insônia e a falta de equilíbrio corporal. Tudo isso fez com que ela ficasse com a auto-estima muito afetada.
Conheci Alicia no Parque Ibirapuera, em fevereiro 2006. Ela vinha com um enorme chapéu para se esconder do sol, ficava isolada do grupo de participantes da aula, com o corpo muito rígido e sem equilíbrio. Usava três óculos pendurados no pescoço: um para ver ao longe, outro para perto e uns enormes óculos de sol para cobrir os outros óculos. Neste ano, ela começou a frequentar as aulas práticas de forma regular no Parque. Foi notada uma significativa melhora na auto-estima, na participação em grupo, no equilíbrio corporal na visão.
Desde 2007, a miopia reduziu, ela usa óculos mais fracos; o olho esquerdo funciona melhor e ambos olhos trabalham em mais harmonia ao piscar, abrir e fechar. A irritação crônica da conjuntiva foi eliminada por completo, acabaram as inflamações e a ceratite. No momento, estamos concentrados no piscar melhor e em garantir mais acerto da musculatura facial. Alicia sente-se muito bem novamente com amigos e colegas! Um programa completo de apoio, incluindo terapia da visão e da fala, nutrição funcional, homeopatia, acupuntura e muitas massagens localizadas têm ajudado consideravelmente em sua recuperação.
