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Destaques


Self-Healing no Estado de Minas

13/12/2011

Alja Lamas concedeu uma entrevista ao Jornal do Estado de Minas Gerais e segundo ela, a repercussão já é muito grande, dado o número de telefonemas e e-mails de pessoas interessadas em obter maiores informações sobre o método e também querendo agendar consultas. 

Alja entretanto pede que esclareça a todos que a jornalista cometeu dois erros ao publicar a matéria, o primeiro foi ter mencionado que ela já tem a formação completa, realizada direto na School, na Califórnia e o segundo, é que o Meir aprendeu os exercícios com o Dr. Bates. Parece que ao abordarem essas duas questões a jornalista confundiu o assunto, acabando por publicar  esses dois dados incorretos ao que lhe foi dito. Apesar do erro, segundo Alja, o saldo está sendo muito positivo devido ao interesse que despertou na população mineira.

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Ver uma sessão de self-healing (curando a si mesmo) com a terapeuta Alja Reis Lamas, de 51 anos, é voltar a ser criança. São vendas para os olhos, óculos com uma lente vermelha a outra verde, bolas de tênis e de malabares, brinquedos com luzes piscando. Com Alja, aprendem-se os princípios básicos da visão e como relaxar os olhos, enxergar no claro e no escuro, de longe e de perto, olhar detalhes e aumentar a visão periférica, entre muitos outros benefícios. Tudo isso sem óculos de grau ou lentes de contato e, muitas vezes, de olhos fechados. Não é de se admirar quando Alja vai para uma das praças de Belo Horizonte com um de seus clientes para os exercícios da manhã, as crianças querem “entrar na brincadeira” e os cães correm atrás das bolas, pois as ferramentas para o self-healing são lúdicas e divertidas.


Mas a terapia é séria. Criada pelo ucraniano Meir Schineider, que nasceu com catarata congênita, nistagmo, estrabismo e glaucoma, o método o salvou da cegueira. “Até os 5 anos, Meir fez várias cirurgias, mas ficaram as cicatrizes, que de tão grandes obstruíram a entrada de luz nos olhos. Ele foi declarado cego em atestado médico da época. Filho de pais surdos, o único contato de Meir com o mundo era a avó, que atendeu seus pedidos de não estudar em escolas especiais nem usar óculos escuros feitos para cegos. No livro “Movimento para autocura”, lançado pela Editora Cultrix, ele conta que pisoteava os óculos, que, de tão pesados, não se quebravam, mas, aos 16 anos, conhe ceu o oftalmologista norte-americano William Bates, que ensinou a ele exercícios que o ajudariam a recuperar a visão.


Meir não só aprendeu o método Bates como acordava e corria para a praia para praticar os exercícios propostos. “Ele repetia um único exercício durante cinco horas”, conta Alja. O método foca a capacidade de autocura do corpo a partir de movimentos suaves, combinados com uma boa respiração, massagem, visualização e desenvolvimento da consciência corporal. Em dois anos, a visão funcional dele passou de 2% para 50%. E ele se revelou como terapeuta, passando a ajudar, em Israel – país onde morou por um tempo –, outras pessoas com o mesmo problema. O método ficou conhecido em todo o mundo e hoje Meir mora em São Francisco, na Califórnia, mas de dois em dois anos vem ao Brasil fazer a formação de instrutores de self-healing.


Alja não só fez o curso no Brasil como também na Califórnia e está cada dia mais satisfeita com os benefícios de um método que consiste em exercícios, massagens e visualizações. Quem pode falar de resultados é o projetista Ruy Barbosa de Castro, de 78, que, com o processo de envelhecimento, passou a apresentar degeneração macular de retina, além de estrias angióides. “Até 2003, dirigia e trabalhava normalmente desenhando projetos de engenharia, mas fui perdendo a visão gradualmente depois da degeneração macular. A partir de 2007, não conseguia mais ler e o processo se acelerou. Mas em 2008, em consulta com a proctologista Alice Capobiango, ela me falou na terapia self-healing com a Alja Lamas. A própria médica estava usando a terapia para melhorar a vista cansada.”


TÉCNICAS

Há um ano Ruy pratica o self-healing com Alja e já está inclusive escrevendo suas memórias num computador adaptado a um monitor de 32 polegadas. Bem-humorado, ele gosta das aulas que incluem estranhas caminhadas de frente pra trás com os olhos fechados e algumas técnicas como o palming (empalmar) e o sunning (dar um banho de sol nos olhos), que ajudam a recuperar a visão.


Alja, por sua vez, dá bom exemplo. Vegetariana há 30 anos e acupunturista, ela ensina aos clientes noções de nutrição e de vitaminas que são hoje consideradas como a menina dos olhos. “A luteína e a zeaxantina protegem contra a degeneração macular, distúrbio com três milhões de vítimas no Brasil e principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos.”


Segundo ela, uma dieta equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas, é um grande passo no controle da progressão da degeneração macular. “Nos legumes de cor amarelo-laranja e nos vegetais de folhas verdes escuras estão as duas vitaminas.” Ela cita oito bons alimentos para a visão e as porções diárias: espinafre (meia xícara), repolho (meia xícara), milho (duas xícaras), ervilha (duas xícaras e meia), suco de laranja (três copos), alface (três xícaras), abobrinha (duas xícaras) e brócolis (uma xícara e meia).


Em 2012, Alja pretende dar aulas nas praças públicas de Belo Horizonte, sempre antes das 10h. “O sol tem uma energia poderosa que deve ser explorada”, diz. Para fazer os exercícios, porém, os participantes não devem usar nenhum tipo de óculos ou lente de grau. “É preciso que os olhos se acostumem com a luz, que é necessária e saudável. A visão precisa da luz para despertar os cones e bastonetes, que são células da mácula (fundo de olho). Se a gente tira essas células, os olhos vão morrendo. O escuro, por sua vez, faz o nervo ótico descansar”. Ela sempre alterna os exercícios e interpõe com outros de respiração profunda. As aulas terminam com massagens.

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